sexta-feira, 4 de maio de 2012

CIENTISTA DE EXOPLANETAS MUDA O FOCO, E SAI À CAÇA DE ETs



Geoffrey Marcy é Astrônomo e Astrofísico, famoso por ser o cientista que descobriu o maior número de planetas extrasolares, sendo referência nas descobertas astronômicas da atualidade.


Credito:alltime10s


  
Dr. Marcy,tem um vasto currículo na área da pesquisa astronômica, focada principalmente na detecção de planetas extrasolares e anãs marrons. Desde janeiro de 2006, sua equipe  descobriu mais de 110 planetas extrasolares! As descobertas permitiram o estudo de suas massas e de suas órbitas (através do efeito Doppler, ver figura abaixo).


Foi ele quem confirmou  as descobertas de Michel Maylor e Didier Queloz, sobre a existência do primeiro exoplaneta orbitando um sol (51 Pegasi b).

Suas realizações incluem a descoberta do primeiro sistema de múltiplos  planetas ao redor de uma estrela (Upsilon Andromedae), similar ao nosso sistema solar.

CURIOSIDADE SOBRE OS SISTEMAS DE MÚLTIPLOS PLANETAS ENCONTRADOS: Há 61 estrelas com dois planetas; 17, com três; 5, com quatro; 3, com cinco; 1 com seis; sete, com 1 e 1 com oito.  A estrela com mais exoplanetas confirmados  é HD 10180 com 7 planetas.

Para ver a lista dos exoplanetas com potencial de serem habitáveis, clique AQUI
Para ver a lista dos exoplanetas mais próximos do nosso sistema solar, clique AQUI

Crédito: Folha on line,em 16-04-2012

Agora o cientista decidiu abandonar a busca por planetas e dedicar-se à procura de ETs

"Estou nessa feliz posição em que minha carreira foi mais bem-sucedida do que eu jamais poderia ter imaginado", disse Marcy em entrevista à revista "New Scientist".




"É hora de jogar os dados, tentar algo bem improvável. Cientistas mais jovens não podem colocar seus ovos nessa cesta, porque as chances de sucesso são baixas. Mas eu posso me dar ao luxo."

Marcy,  acha que os ETs provavelmente usariam lasers para se comunicar. E é isso que ele pretende buscar, junto com Andrew Howard, de Berkeley.

"Se Gene Roddenberry (criador da série "Jornada nas Estrelas") está certo e os klingons e romulanos estão mesmo lá fora, eles precisam se comunicar uns com os outros. E eles não vão fazer isso esticando cabos de fibra óptica entre as estrelas. Vão fazer isso por laser."

Ele acredita que este método seria mais eficiente pois as ondas de rádio se dispersariam muito mais facilmente, ainda mais considerando-se distâncias baseadas em anos-luz.

Alguns astrônomos mostram-se céticos quanto ao ponto de de vista de Marcy, pois acreditam que este tipo de sinal é mais difícil de ser identificado, pois teria um "alvo" (receptor)  mais limitado e preciso.

 Marcy também pretende se dedicar a busca de sinais de supercivilizações, na forma das chamadas esferas Dyson.

"Concebidas pelo famoso físico Freeman Dyson, elas seriam estruturas construídas ao redor de estrelas para absorver o máximo de energia.
Presume-se que só civilizações muito mais sofisticadas que a nossa possam construí-las, mas, segundo Marcy, talvez seja possível notar variações no brilho das estrelas que denotem sua existência." (Salvador Nogueira,Folha.com)



Sinais captados pela SETI

Em abril deste ano, estive no evento "O Crepúsculo dos Deuses" promovido pelo Instituto Galileo Galilei, em São Paulo.

Um dos palestrantes do evento, o Sr. Carlos Alexandre Wuensche, especializado em Astrobiologia e que hoje,trabalha com a SETI, nos mostrou uma longa faixa no espaço, com centenas de pontos vermelhos.
 Esses pontos marcavam as origens de sinais captados pela SETI, explicou ele. No entanto, em cada um desses registros, o sinal havia sido captado apenas uma vez.

Cada um desses pontos está atualmente sendo monitorado pela SETI, em busca de um segundo registro (sinal), o que o levaria para uma FASE 2, segundo as palavras de Carlos Alexandre.



Sinal WOW!


O Programa SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) usa poderosos radiotelescópios, que tentam detectar algum sinal “não natural” vindo de algum ponto do espaço.

Em 1977 um misterioso sinal foi recebido aqui na Terra .

Sinal "WOW".  Crédito: Projeto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence.







Em 15 de agosto de 1977, o radio-astrônomo Jerry Ehman analisava os dados captados pelo radiotelescópio Big Ear, ou “Orelhão”, da Universidade de Ohio, quando se surpreendeu com um sinal incomum. Não era o ruído de fundo que sempre havia encontrado.

Com uma caneta vermelha, Jerry Ehman, circulou o código de letras e números, na folha impressa pelo computador, e escreveu "WOW!" ao lado.

Desde então, o sinal ficou conhecido como "sinal WOW".
O sinal, diferente dos demais, começou a aumentar de intensidade gradualmente, até atingir o pico, decaindo e desaparecendo em seguida. O tempo total de detecção foi de exatos 72 segundos e sua intensidade era tão grande que ultrapassou o limite da escala preparada para as observações.
Os pesquisadores realizaram testes e concluíram  que o sinal não estava vindo da Terra ou de outros lugares ativos em nosso sistema solar.

Analisando a posição da antena, concluiu-se que as ondas eletromagnéticas detectadas eram provenientes da constelação de Sagitário e tinha a freqüência de 1420.4556 MHz, correspondente à famosa linha de 21 cm do hidrogênio, também chamada de “janela da água” em radioastronomia.
A estrela mais próxima que existe naquela direção está a pelo menos 220 anos-luz de distância. Desse modo, se o sinal partiu mesmo daquela região, foi um evento astronômico de gigantesca potência e que até hoje não foi identificado pelos cientistas.

Radiotelescópio Big Ear, no campus da Universidade de Ohio. As antenas originais foram desmontadas em 1998. Crédito: Projeto SETI - Search for Extra-Terrestrial Intelligence.


"O radiotelescópio Big Ear não é giratório e sim fixo no solo. Seu movimento de varredura é dado pela própria rotação da Terra e capta os sinais provenientes do espaço através de um feixe de recepção bastante estreito apontado para o infinito. Como em todas as antenas parabólicas ou direcionais, a sensibilidade é maior na região central do feixe, diminuindo nas laterais. Assim, sempre que uma fonte de rádio vinda do espaço cruzava o radiotelescópio, essa aumentava de intensidade quando a rotação da Terra trazia o sinal para o centro do feixe e diminuía logo em seguida.
No caso do Big Ear, a largura desse feixe de recepção era extremamente estreita, com 8 minutos de arco e qualquer sinal que viesse do espaço levava sempre 72 segundos para atravessar o feixe. E foi exatamente isso o que ocorreu naquela noite.
Para ser considerado como vindo de um ponto fixo no espaço, o sinal deveria crescer, atingir intensidade máxima e decair conforme a rotação da Terra movimentasse a antena. Além disso, deveria estar na freqüência da linha do hidrogênio, sugerida para tentar contatos extraterrestres. O sinal “WOW” cumpriu todos esses requisitos, caracterizando-o como uma verdadeira emissão vinda de uma fonte fixa do céu, mas de origem desconhecida.


Por que o Hidrogênio?
O hidrogênio é o elemento mais abundante do Universo. Sua freqüência natural de emissão é 1420.4556 MHz (também chamada de linha de 21 cm ou “janela da água”). Por ser o elemento em maior quantidade no universo, acredita-se que essa também seja a freqüência mais óbvia para se tentar algum contato com outras civilizações, tanto para transmissão como para recepção de sinais. Em 1977 o sinal WOW foi detectado exatamente nessa freqüência." ( Astronomy Chamber)

Infelizmente, os cientistas  nunca ouviram novamente o sinal, apesar da sua  grande dedicação em procurá-lo.


Abraço,
Blue


Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1076671-astronomo-cacador-de-planetas-agora-vai-procurar-ets.shtml
http://science.discovery.com/tv/are-we-alone/space/10-alien-search-moments.html
http://astronomychamber.wordpress.com/2010/03/27/o-sinal-wow-e-a-busca-por-inteligencia-extraterrestre/
http://astro.berkeley.edu/~gmarcy/
http://www.slate.com/articles/health_and_science/new_scientist/2012/04/geoff_marcy_on_seti_an_astronomer_joins_the_hunt_for_et_.html
http://www.youtube.com/watch?v=DZTXTPz9TC8
Wikipedia
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